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Cooperativas reciclaram 50 toneladas de resíduos sólidos em 2025, em Feira de Santana

11/02/2026

No ano passado, a quantidade de resíduos recicláveis reaproveitados em Feira de Santana pelas cooperativas que atuam neste setor chegou a 60 toneladas, de acordo com levantamento realizado pela Divisão de Coleta Seletiva da Sesp (Secretaria de Serviços Públicos).

O volume de reciclados foi considerado excelente pela equipe que atua no setor, na Sesp, formada por José Leôncio de Oliveira Neto, Graziela Gomes e Vanda Oliveira. No entanto, eles avaliam que pode melhorar, principalmente por ter sido 2025 o primeiro ano de atividades da Divisão.

A quantidade poderia ser ainda mais significativa caso a participação das empresas que fazem a separação dos seus resíduos fosse maior. A atividade gera ganhos para o meio ambiente, com a preservação dos recursos naturais, do solo e das nascentes, além da redução desse material nos aterros sanitários, entre outros benefícios.

Quatro grandes cooperativas de recicladores atuam em Feira de Santana em parceria com empresas: a Redesol, localizada na Gabriela; a Ginga Recicla, que fica no bairro Irmã Dulce; a Artemares, na região do Tomba; e a Coobafs, situada na Avenida João Durval Carneiro, no Caseb.

Uma das metas para este ano, segundo o grupo de trabalho, é a instalação de ecopontos em locais estratégicos da cidade, onde os descartes de restos de construções, entre outros materiais, serão levados e, depois, encaminhados ao Aterro Sanitário. Não é regra, mas os carroceiros são frequentemente responsáveis pelo descarte irregular desse tipo de material.

Na opinião de José Leôncio, o trabalho de conscientização ambiental, junto a quem rotineiramente faz esse tipo de descarte, deve anteceder a abertura desses ecopontos, que também podem receber recicláveis e outros objetos de maior porte.

Ele enfatiza que a logística reversa no setor deve prevalecer. A iniciativa faz diferença no impacto ambiental porque as empresas são obrigadas a recolher produtos de suas marcas que não têm mais utilidade, como baterias, pneus ou eletrodomésticos. A reutilização estimula a economia circular, que consiste na extensão máxima da vida útil de um produto, por meio de reparos, minimizando, assim, a geração de resíduos.

A reciclagem por cooperativas forma um tripé de benefícios: ambiental – com a redução de resíduos levados para os aterros sanitários; econômico – os recursos obtidos com a venda dos recicláveis movimentam setores da economia; e social – gera empregos e dá dignidade aos recicladores.

Também influencia positivamente no aumento da vida útil dos aterros sanitários, pois há redução significativa na quantidade de resíduos enviados para esses locais.

Prefeitura de Feira de Santana / Foto: Jorge Magalhães - Arquivo

 

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