Casal de cooperados da Cocamar produz queijo premiado em concurso mundial
28/04/2026
O nome da cidade de Nova Esperança (PR) ecoou em São Paulo nos dias 17, 18 e 19 de abril. Isto porque a DaNova Queijaria, do casal de cooperados José Alfredo dos Santos e Kátia Carvalho, da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, fez bonito durante o 4º Concurso Mundial do Queijo Brasil, promovido pela SertãoBras.
Seus proprietários subiram ao pódio para receber a medalha de bronze — “resultado de dedicação silenciosa, madrugadas de trabalho e amor genuíno pelo que fazem”, comenta Kátia.
Segundo ela, a dimensão da conquista ganha ainda mais peso quando se conhece a grandiosidade do evento: o concurso reuniu 2.700 produtos lácteos inscritos, provenientes de 18 países, tornando a competição um verdadeiro palco internacional da excelência em laticínios.
Uma façanha
“Chegar ao pódio nesse cenário, disputando espaço com produtores de tradição centenária de diferentes partes do mundo, é uma façanha que poucos ousariam imaginar possível a partir de uma pequena propriedade do interior do Paraná”, sublinha a produtora.
Com uma produção de 500 litros de leite por dia, exclusivamente de vacas da raça Jersey — reconhecida mundialmente pela riqueza em gordura e proteínas do seu leite —, a propriedade se destaca não pelo volume, mas pela qualidade que nasce de cada detalhe do processo. São animais cuidados com atenção e um rigor que começa antes mesmo do amanhecer.
Cuidados e desafios
Kátia ressalta que o setor lácteo brasileiro é um dos mais exigentes e competitivos do agronegócio nacional. Produzir queijos e derivados de alto padrão vai muito além de seguir receitas: exige controle preciso de temperatura, higiene rigorosa, conhecimento técnico que se aprimora a cada lote e, sobretudo, uma teimosia saudável de quem não se contenta com o corriqueiro.
"São produtores que enfrentam as oscilações do mercado, os desafios do clima e as exigências sanitárias, sem abrir mão do padrão que construíram com as próprias mãos", destaca.
“Muita garra”
A produtora completa: “Uma medalha em um concurso dessa magnitude não é um acaso. É o reconhecimento de uma trajetória — de quem apostou na raça certa, aperfeiçoou o processo, acreditou no potencial do leite produzido em solo paranaense e teve a coragem de colocar seu trabalho à prova diante de avaliadores e concorrentes do mundo inteiro. O bronze brilha. E por trás dele, há muito leite, muito trabalho e muita garra”.
Assessoria de Imprensa Cocamar