Newsletter
Notícias

Cooperativismo responde por 15,9% do PIB Mineiro

16/06/2026

Em tempos de mercados instáveis, a economia de Minas Gerais encontra respostas na força da cooperação. Uma mostra dessa solidez foi apresentada no Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026, lançado pelo Sistema Ocemg no dia 10 de junho, em Belo Horizonte. Com 98% de participação das cooperativas, a publicação comprova a relevância do setor para o Estado, com movimentação econômica de R$ 184 bilhões em 2025, e 64,1 mil empregos diretos.

Responsável por 15,9% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, o cooperativismo se consolida como uma das bases da geração de renda, trabalho e desenvolvimento local em todas as regiões do Estado, do interior aos grandes centros. Para o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, os resultados refletem uma construção coletiva, sustentada pela gestão das cooperativas, pela confiança dos cooperados e pela capacidade de executar ações concretas para o crescimento do setor.

“Esses números não surgem por acaso. Minas Gerais tem se destacado, e há muito tempo, no cenário regional e nacional. “No Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão, por exemplo, das 133 cooperativas contempladas no Brasil, 81 eram mineiras. Isso mostra a força, o compromisso e o respeito que o cooperativismo de Minas conquistou. Minas Gerais faz e faz bem feito”, afirma.

 

Análise em pauta

Durante o lançamento do Anuário, o superintendente do Sistema Ocemg, Alexandre Gatti Lages, e o analista de Monitoramento de Cooperativas do Sistema Ocemg, José Fidelis Silveira, conduziram uma ampla análise dos indicadores da publicação. A apresentação mostrou como os números ajudam dirigentes e lideranças a entenderem o mercado, avaliarem cenários e planejarem os próximos passos das cooperativas.

Segundo Gatti, reunir essas informações é fundamental para transformar o desempenho do setor em orientação estratégica. “Quando organizamos os dados, conseguimos enxergar o cooperativismo com mais profundidade. A série histórica mostra onde avançamos, quais pontos exigem atenção e como as cooperativas podem usar essas informações para tomar decisões mais seguras, dialogar melhor com a sociedade e fortalecer sua atuação no mercado”, destaca.

Fidelis chamou atenção para a consistência dos indicadores e para o amadurecimento do cooperativismo mineiro nos últimos anos. Segundo ele, os números revelam um setor que cresceu em escala, mas que também precisa olhar para os dados como ferramenta de competitividade. “O Anuário mostra um cooperativismo mais robusto, com crescimento em base social, movimentação econômica, empregos e patrimônio. Mas o principal é entender o que esses indicadores dizem para a gestão. Eles ajudam cada cooperativa a se comparar, identificar oportunidades e transformar informação em valor para os cooperados e para as comunidades”, avalia.

Entre os principais insights apresentados, estão:

  • Um em cada seis mineiros está ligado ao cooperativismo, considerando os 4,2 milhões de cooperados e seus familiares mais próximos.
  • As mulheres são maioria entre os empregados das cooperativas mineiras, representando 54,9% da força de trabalho do setor.
  • Pela primeira vez em 21 anos de consolidação do Anuário, o ramo crédito ultrapassou o agropecuário em postos de trabalho e se tornou o maior empregador do cooperativismo mineiro.
  • As cooperativas mineiras pagam, em média, salários 36% superiores aos praticados pelo setor privado em Minas Gerais.
  • A longevidade também chama atenção: 77% das cooperativas mineiras têm mais de dez anos de atuação, e 88 delas já passaram de meio século de história.

 

Dados digitais

Além da publicação impressa, os dados do Anuário podem ser acessados em formato digital no portal anuariomineiro.coop.br. As informações também estão disponíveis no Cooperativismo em Dados, um painel de Business Intelligence com os indicadores das cooperativas mineiras disponível no site do Sistema Ocemg. Com a ferramenta, é possível consultar rankings, recortes por ramo e outros dados estratégicos de forma simples e dinâmica. Clique aqui e acesse a plataforma.

Conhecimento em movimento

Além da apresentação dos indicadores, o lançamento do Anuário contou com um ciclo de palestras voltado a ampliar a leitura sobre o cenário econômico, o mercado e os caminhos para o futuro das cooperativas. A proposta foi transformar os dados em reflexão prática: entender onde o cooperativismo está, quais desafios se apresentam e como cada cooperativa pode usar esse panorama como ferramenta de gestão, planejamento e crescimento.

Um dos convidados foi Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e um dos economistas mais respeitados do país. Em sua participação, ele destacou a importância do compliance, da inovação e da preparação do segmento cooperativista, especialmente no ramo crédito, para um mercado cada vez mais tecnológico, competitivo e regulado. “As cooperativas têm um espaço importante a ocupar, principalmente em localidades onde os bancos têm mais dificuldade de chegar. Mas, para crescer de forma segura, é fundamental investir em compliance, conhecer clientes e fornecedores, usar tecnologia e preparar as equipes para um ambiente em transformação”, afirma

O evento também recebeu José Felipe Carneiro, especialista em empreendimentos disruptivos, fundador da Wäls e da ZX Ventures que falou sobre crescimento em cenários desafiadores, capacidade de inovação e visão de futuro. Para ele, os dados do Anuário ajudam as cooperativas a olharem para o presente com mais clareza e a planejarem os próximos passos com mais segurança. “Hoje somos inundados por dados, mas o mais importante é ter os dados certos e somar isso ao fator humano. Quando cooperativistas se reúnem, olham juntos para os desafios e querem evoluir em conjunto, isso traduz a essência do cooperativismo. É uma oportunidade de construir um futuro ainda mais forte para o setor”, destaca.

Já Mauricio Schneider, especialista em transformar dados em insights estratégicos, trouxe uma leitura voltada à gestão, à competitividade e à capacidade das cooperativas de se diferenciarem no mercado. A partir dos números do Anuário, ele destacou que o bom desempenho atual deve ser visto como ponto de partida para novas estratégias. “O melhor momento para construir o próximo caminho é quando se tem saúde e performance. As sobras não são luxo; elas garantem investimento, retorno ao cooperado e capacidade de enfrentar crises. O desafio agora é usar os dados para buscar singularidade, gerar valor”, avalia.

 

O que os cooperativistas pensam sobre o Anuário

Lideranças presentes no lançamento destacam que o panorama vai além da apresentação de indicadores. A publicação é vista como uma ferramenta de gestão, posicionamento institucional e leitura de mercado, capaz de apoiar as cooperativas na tomada de decisões e no diálogo com cooperados, comunidades e sociedade.

“O crescimento mostrado no Anuário se deve ao trabalho incansável e resiliente do cooperativismo, que busca entender melhor a população e os nossos cooperados, atender às demandas deles e oferecer um atendimento mais próximo e personalizado. A cada dia, os valores do cooperativismo são mais assimilados pela população, que passa conhecer melhor nosso modelo e os valores que defendemos”.

Jacques Fagundes Miari, presidente do Conselho Administrativo da Cocatrel

“Quando não temos dados, não conseguimos medir o resultado do trabalho. E, sem medir, não conseguimos gerenciar. O Anuário nos dá clareza para entender onde estamos, como nos posicionamos no mercado e como mostramos às comunidades a importância do trabalho das cooperativas”.
Carla Maria Gonçalves Corrêa – Presidente do Conselho de Administração do Sicoob Credicenm

“O Anuário não fala apenas do passado; ele aponta caminhos para sermos mais competitivos, dialogarmos melhor com o mercado e transformarmos dados em oportunidades para a nossa base de cooperados”.
Célio Rodrigues – Presidente da Cooperativa Mista Agropecuária de Patos de Minas (Coopatos)

“O Anuário trouxe um panorama importante para entendermos o cenário econômico e pensarmos os próximos passos. As expectativas precisam ser positivas, porque o cooperativismo é, na nossa visão, o futuro. Juntos, somos mais fortes para enfrentar os desafios.”
Musse Matuck – Presidente da Unimed Circuito das Águas

Sistema Ocemg

 

O EasyCOOP e os cookies: nós usamos os cookies para guardar estatísticas de visitas, melhorando sua experiência de navegação.
Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.